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Fim da escala 6x1: Senado aprova a PEC e o que muda para as empresas
Resumo: o Senado aprovou a PEC que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana. Em 60 dias da promulgação a jornada cai para 42 horas, e em 14 meses para 40 horas, sem redução de salário. As empresas devem se preparar já: o custo da hora trabalhada sobe cerca de 10% e as escalas precisam ser revistas.

Aprovado - Fim da escala 6x1
A redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com salário mantido, eleva em 10% o valor de cada hora trabalhada, e o impacto real na folha depende de como a empresa vai repor as horas perdidas. Com a PEC do fim da escala 6x1 aprovada pelo Senado, o prazo de transição é a hora de fazer essa conta.
Para facilitar, o Grupo RJR criou uma calculadora que compara o custo da equipe hoje (44 h) com as duas etapas previstas: 42 h, 60 dias após a promulgação, e 40 h, 14 meses depois. Neste texto explicamos a lógica por trás dela e o que ela mostra sobre os custos.

Como o cálculo funciona
A calculadora segue quatro passos:
Divisor da hora: horas semanais × 5. Na jornada de 44 h o divisor é 220; em 42 h, 210; em 40 h, 200.
Valor da hora: salário ÷ divisor. Como o salário não cai, quanto menor o divisor, mais cara fica a hora. Passar de 220 para 200 significa 10% a mais por hora.
Custo mensal por funcionário: salário × (1 + provisões de 13º, férias e 1/3) × (1 + encargos patronais) + benefícios. Os percentuais são editáveis, porque variam conforme o regime tributário e a convenção coletiva.
Custo por hora efetivamente trabalhada: custo mensal ÷ horas trabalhadas no mês (horas semanais × 52 ÷ 12). É esse indicador que mostra o quanto a produtividade por hora precisa subir para compensar a mudança.
Exemplo prático: equipe de 10 funcionários
Considere salário de R$ 2.500, benefícios de R$ 500 por funcionário, encargos de 35,8% e provisões de 19,44%. O custo mensal por funcionário é de cerca de R$ 4.555, e a folha da equipe, R$ 45.550.
Indicador | Hoje (44 h) | Etapa 1 (42 h) | Etapa 2 (40 h) |
|---|---|---|---|
Divisor | 220 | 210 | 200 |
Valor da hora | R$ 11,36 | R$ 11,90 | R$ 12,50 |
Variação da hora | n/a | +4,8% | +10,0% |
Horas trabalhadas por mês | 190,7 | 182,0 | 173,3 |
Se a empresa não repuser as horas, a folha continua em R$ 45.550, mas a equipe entrega cerca de 9% menos horas de trabalho no fim da transição. É aí que entram as estratégias de reposição.
Três formas de manter a capacidade e o que cada uma custa
Para manter as 44 horas de trabalho que a equipe entrega hoje, a empresa tem três caminhos. Com os dados do exemplo, a folha mensal fica assim:
Estratégia | Hoje | Etapa 1 (42 h) | Etapa 2 (40 h) |
|---|---|---|---|
Absorver a perda de horas | R$ 45.550 | R$ 45.550 (0%) | R$ 45.550 (0%) |
Cobrir com horas extras (50%) | R$ 45.550 | R$ 47.652 (+4,6%) | R$ 49.963 (+9,7%) |
Contratar mais pessoas | R$ 45.550 | R$ 47.719 (+4,8%) | R$ 50.105 (+10,0%) |
Absorver não aumenta a folha, mas reduz a capacidade em cerca de 9%. Funciona onde há folga operacional ou ganho de produtividade.
Horas extras repoem as horas sem novas contratações, porém cada hora paga custa o valor da hora mais o adicional e os encargos. Na prática, o custo tende a ser maior que o simulado, porque há reflexos em DSR, férias e 13º, e o excesso de horas extras gera risco trabalhista e de saúde ocupacional.
Contratar exige cerca de 10% mais pessoas na etapa final (1 vaga nova para cada 10 funcionários do exemplo). Custa um pouco mais que as horas extras, mas dá mais estabilidade operacional e evita o desgaste da equipe.
O que mais pode alterar o seu custo
A simulação usa a regra geral. Alguns fatores mudam o resultado da sua empresa:
Operação de sete dias por semana: a mudança pode exigir novos turnos, contratações ou horas extras para cobrir o segundo dia de folga.
Atividades contínuas e essenciais (saúde, segurança, transporte, limpeza urbana): podem organizar a jornada por acordo ou convenção coletiva. A adaptação da escala 12x36 depende da regulamentação e da negociação de cada setor.
Hipersuficientes (ensino superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do INSS): limites de jornada e controle de horário têm tratamento diferenciado, mas o direito aos dois dias de descanso permanece.
MEI, microempresas e empresas de pequeno porte: têm regras de transição próprias, que dependem de lei complementar.
Convenção coletiva: pode alterar adicionais de hora extra, banco de horas e a distribuição das horas na transição.
Como reduzir o impacto
Nenhuma estratégia é a melhor para todos. O mais comum é combinar caminhos: ganhar produtividade com processos e tecnologia, redistribuir turnos, usar o banco de horas dentro dos novos limites e contratar onde a operação não aceita perda de cobertura. O período de transição dá tempo para testar essas combinações antes de a regra valer.
Quer montar uma nova estrutura de horários para a sua equipe, sem perder produtividade nem estourar o custo da folha? O Grupo RJR pode ajudar: analisamos as jornadas atuais, simulamos as escalas de 42 e 40 horas, revisamos banco de horas e regulamento interno e propomos a organização de turnos que melhor se encaixa na sua operação. Fale com a nossa equipe e use a calculadora para ver o impacto no seu caso.
Criamos uma ferramenta para ajudar na sua decisão. A calculadora do Grupo RJR simula, com os dados da sua empresa, o custo da equipe hoje e em cada etapa da transição, comparando as estratégias de absorver, pagar horas extras ou contratar. Use-a para decidir com números o melhor caminho para o seu negócio.
Os valores acima são estimativas simplificadas, sem valor jurídico, e não incluem reflexos de horas extras, adicionais noturnos nem regras específicas de categorias.
DA INFORMAÇÃO À PRÁTICA
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