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Reforma tributária

Split payment: o que é e como vai mudar o pagamento de impostos na sua empresa

Entenda o que é split payment, quando começa e como a divisão automática do imposto no pagamento afeta o caixa da sua empresa.

Se você já ouviu falar em split payment e ficou com a sensação de que todo mundo explica, mas ninguém traduz, este texto é para você. A gente gravou um vídeo sobre o assunto que está no youtube e resolveu complementar aqui com o passo a passo, sem juridiquês.



O que é split payment?

Split payment significa "pagamento dividido". Hoje, quando você vende algo, o cliente paga o valor total, o dinheiro cai na sua conta e só depois você separa uma parte para pagar os impostos. Com o split payment, essa separação acontece na hora do pagamento.

O sistema divide o valor automaticamente: a parte da venda vai para você, e a parte referente ao IBS e à CBS, os novos tributos da reforma tributária, segue direto para o governo. Esse dinheiro nem chega a passar pelo seu caixa.

Um exemplo simples

Imagine uma venda de R$ 10.000. Só para ilustrar, vamos supor que R$ 2.500 sejam de imposto (o número é fictício, não é a alíquota real).

  • Hoje: os R$ 10.000 entram na sua conta e você paga os R$ 2.500 depois, na data da apuração.

  • Com split payment: R$ 7.500 entram na sua conta e R$ 2.500 vão direto para o Fisco no momento do pagamento.

Parece detalhe, mas muda bastante coisa na rotina financeira.

Quando o split payment começa?

Aqui vale atenção, porque muita gente confunde os prazos. Em 2026 o que existe é a fase de testes: CBS e IBS aparecem nas notas fiscais com alíquotas simbólicas, sem cobrança efetiva. O split payment em si começa a partir de 2027, de forma gradual. Segundo os esclarecimentos dos órgãos responsáveis sobre os regulamentos, ele deve começar restrito a operações entre empresas (B2B) e com caráter voluntário.

Como as regras ainda estão sendo detalhadas, acompanhe as atualizações com seu contador.

O que muda na prática para a sua empresa

1. Fluxo de caixa. Como o imposto sai no momento do recebimento, o dinheiro que antes ficava alguns dias ou semanas na conta da empresa deixa de existir. Quem usava esse intervalo como "respiro" precisa se planejar.

2. Menos espaço para atraso. O recolhimento deixa de depender de você lembrar da guia. Por outro lado, também sai do seu controle.

3. Conciliação mais exigente. O valor que entra no banco será menor que o valor da nota. Sem organização, o financeiro pode se confundir na hora de conferir recebimentos.

4. Preço e margem. Empresas que trabalham com margens apertadas precisam revisar a precificação com calma antes de 2027.

Como se preparar desde já

  • Confira se a emissão das suas notas fiscais está correta, com os novos campos de IBS e CBS.

  • Revise o fluxo de caixa simulando a retirada do imposto no momento da venda.

  • Alinhe com o seu banco e com o seu sistema de gestão como o recebimento será tratado.

  • Converse com a sua contabilidade sobre o regime tributário e o impacto no seu caso.

Preparação feita agora custa pouco. Correr atrás em cima da hora custa caro.

Precisa de ajuda para entender o impacto no seu negócio?

A equipe do Grupo RJR Soluções Contábeis e Empresariais, acompanha cada etapa da reforma tributária e pode simular o efeito do split payment no caixa da sua empresa.

Fale com a gente e agende uma conversa.

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