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Reforma tributária

Reforma tributária: o que muda no dia a dia (e no caixa) do seu hotel ou restaurante

Impostos novos, siglas diferentes e um período de adaptação: veja, em linguagem simples, o que já está mudando e o que fazer para não ser pego de surpresa.

Salão de restaurante

Impostos novos, siglas diferentes e um período de adaptação: veja, em linguagem simples, o que já está mudando e o que fazer para não ser pego de surpresa.

Nos próximos anos, a forma como hotéis, pousadas, bares e restaurantes pagam impostos vai passar por uma das maiores mudanças das últimas décadas. É a chamada reforma tributária, que promete simplificar o sistema — mas que, até lá, vai exigir atenção redobrada de quem toca o negócio no dia a dia.

Duas siglas novas: CBS e IBS

Hoje, o sistema de impostos no Brasil é conhecido por ser complicado: são várias siglas, cada uma cobrada por um governo diferente (federal, estadual, municipal), com regras próprias. A reforma propõe simplificar isso, juntando parte desses impostos em apenas dois:

  • CBS — cobrada pelo governo federal;

  • IBS — cobrado por estados e municípios.

Na prática, é como trocar vários boletos por dois. A ideia é deixar o sistema mais simples e transparente — mas a transição para esse novo modelo não acontece de uma vez, e sim aos poucos, ao longo de alguns anos.

Por que isso importa para o meu negócio?

Mesmo com a mudança sendo gradual, três coisas já merecem atenção agora:

  1. Cadastro dos produtos e serviços. Cada item que você vende — um quarto de hotel, um prato do cardápio, uma diária — precisa estar corretamente classificado no sistema fiscal. Se o cadastro estiver desatualizado ou errado, o cálculo do imposto pode sair errado também.

  2. O sistema que emite suas notas fiscais. Os softwares usados para emitir nota fiscal, cupom ou nota de serviço precisam estar preparados para as novas regras. Isso normalmente é feito pela empresa de tecnologia ou pelo contador, mas vale conferir se está tudo em dia.

  3. Os preços que você cobra. Uma das grandes mudanças é a forma como as empresas vão poder "abater" parte do imposto pago nas compras (fornecedores, insumos, serviços) do imposto que devem pagar nas vendas. Dependendo de como o seu negócio compra e vende, isso pode fazer o custo final subir ou cair — e isso é algo que impacta diretamente o preço que você cobra do cliente.

Quem compra de muitos fornecedores, atenção redobrada

Negócios que dependem de várias etapas de fornecimento — por exemplo, um restaurante que compra de distribuidores, que compram de produtores, que compram de outros fornecedores — tendem a sentir mais esse efeito. Isso pode ser bom ou ruim, dependendo de como a cadeia de compras do seu negócio está organizada hoje.

A mudança não é da noite para o dia

Como a transição é escalonada e as regras ainda estão sendo publicadas aos poucos pelo governo, o mais importante agora é: não tome decisões definitivas com base em informações que ainda podem mudar.

O recomendável é:

  • Ficar de olho nas novidades sobre o tema;

  • Revisar, com apoio do seu contador, se os cadastros e sistemas do seu negócio estão preparados;

  • Reavaliar periodicamente o impacto no seu negócio, à medida que as regras forem sendo confirmadas.

A reforma tributária promete simplificar a vida de quem empreende — mas, até lá, quem se preparar com antecedência vai atravessar essa transição com muito mais tranquilidade.

Conte com quem entende do assunto

Acompanhar cada mudança da reforma tributária, item por item, não precisa ser tarefa sua. O Grupo RJR Soluções Contábeis já está à frente desse processo, avaliando o impacto específico para negócios de hotelaria e alimentação e ajudando cada cliente a se preparar com segurança — sem decisões precipitadas e sem surpresas no caixa.

Fale com a nossa equipe e entenda como a reforma tributária vai impactar o seu negócio.


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